O treinador além das quatro linhas

Ano novo, vida nova! Ou pelo menos é assim que diz o ditado popular. Abrindo os trabalhos do Instituto Pensando Esporte em 2019, trazemos em nosso blog, o primeiro texto do ano. Confira!

As funções de um treinador estão claras para a grande maioria das pessoas, estejam elas dentro ou fora do ambiente esportivo. Dar treinos, construir a estratégia da equipe, comandá-la durante a partida são algumas delas e sempre têm a atenção dos profissionais, diariamente. Mas será que o papel do treinador se resume a isso dentro das quatro linhas da quadra ou campo?

Especialmente na formação dos jovens atletas, o papel do treinador vai muito além da rotina de treinos e jogos. Sejam crianças de 7, 8 anos indo até os adolescentes, o comandante da equipe é visto com respeito e admiração por esses meninos e meninas. Sempre? Talvez não, mas sem dúvida, na grande maioria das vezes, o treinador é a referência esportiva do jovem atleta.

Com isso definido, cabe ao profissional, seja lá em qual nível de categoria de base que ele esteja, assumir esse papel e atuar conforme essa necessidade. É difícil? Sem dúvida! Mas essa atuação além do básico, poderá ser o diferencial para esse treinador, não só pensando em plano de carreira, mas na montagem e desenvolvimento da equipe durante a temporada.

Nesse momento entram dois aspectos cruciais. Primeiro, é a formação desse profissional em outras competências além da questão técnica do esporte. Se esse treinador carece de conhecimento em áreas, por exemplo da psicologia, pedagogia, sociologia, poderá ter muita dificuldade. Ainda sobre isso, existem diversos treinadores, com formação superior, sabedores da grande maioria desses conceitos que, no momento que a bola rola, esquecem completamente de tudo isso, não colocando em prática esses ensinamentos.

O outro ponto chave desse trabalho fora das quatro linhas é o posicionamento do responsável do atleta em toda essa engenharia. Ele pode ser um veículo importante para “dar eco” ao treinador, perante seu filho(a), ajudando todo o processo ou ser um dificultador para a criança, para a comissão técnica, para o clube e para ele mesmo.

Uma vez ouvi de um treinador de futsal que não tinha a paciência necessária para trabalhar com crianças.
Mas ele trabalhava!
Acredito eu que, esse trabalho, era feito com muita dificuldade e com certeza, deixava a desejar em alguns pontos. Ainda escuto algumas frases dessas e normalmente, quando alguém quer saber a minha opinião, respondo assim: “Se não tem paciência para trabalhar com as crianças, busque outra função para a sua vida.”

Concluindo, deixo a mensagem aos treinadores que, busquem sempre seu desenvolvimento olhando para as questões técnicas e táticas do jogo, métodos de treinamento e estratégia, tudo isso é fundamental. Mas não deixem de lado todos os outros conceitos que fazem parte de uma formação esportiva ideal. Estejam antenados com outras áreas do conhecimento, que podem ser fundamentais para o desenvolvimento dos atletas e seu, como profissional.

Busquem saber a rotina de cada jovem atleta, como está a vida dessa criança em casa, na escola, na área onde mora. Talvez converse sobre assuntos que não sejam posse de bola, marcar gols, defender…

Feliz 2019 a todos!!

 

 

Autor: Rodrigo Nunes
Coordenador técnico das categorias de base do C.R. Flamengo
Sócio fundador do Instituto Pensando Esporte

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